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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Os Melhores do Ano (por Aline, Giselle, Ana)

  1. MELHOR FILME
Giselle        Tropa de Elite 2


Aline          A Rede Social e O Segredo de seus Olhos




Ana           Che I e II (2009) 



  1. MELHOR ATOR
Giselle        Wagner Moura
Aline           Jesse Eisenberg
Ana            Pierre Clementi (por Partner do Bertolucci ano: 1968)

  1. MELHOR ATRIZ
Giselle        Scarlet Johanson
Aline          Anne Hathaway
Ana            Diane Keaton (o dorminhoco 1973)



  1. MELHOR BANDA
Giselle        Moveis Coloniais de Acaju
                  Cidadão Instigado
Aline           Móveis Coloniais de Acaju
                  Mombojó
Ana            Silverchair (escutei muito esse ano)

  1. MELHOR CANTOR
Giselle        Rodrigo Maranhão (mérito pelo novo cd lançado Passageiro)
Aline           Marcelo Jeneci
Ana             Michael Jackson

  1. MELHOR CANTORA
Giselle        CéU
Aline          Céu
                  Cibelle
Ana            Janis Joplin 

  1. MELHOR EXPOSIÇÃO
Giselle        Anita Malfati – CCBB
Aline          Helio Oiticica – Paço Imperial
Ana           Tropicália (2007)
  1. MELHOR MUSICA
Giselle – Bad Romance (Lady Gaga) (Embora lançado em 2009, continuou como hit em 2010)

Ana - The Last time i saw richard (Joni Mitchell)

http://www.4shared.com/audio/EkwoyyQe/Joni_Mitchell_-_The_Last_Time_.htm
  1. MELHOR DISCO
Giselle        Nacional  - Amigo do Tempo (Mombojo)
 Internacional – The suburbs – Árcade Fire
       Aline         Amigo do Tempo (Mombojó)
       Ana          This is it (the strokes, 2001)
  1. MELHOR PROGRAMA DE TV
Giselle        Nacional – CQC
Internacional - The Big Bang Theory
       Aline         The Big Bang Theory
       Ana          ONE TREE HILL (todas as temporadas baixadas e assistidas em 3 meses) 

  1. MELHOR SHOW
Giselle        Nacional – Móveis Coloniais de Acaju
 Internacional – Paul Mc Cartney
       Aline         Móveis Coloniais de Acaju
  1. MELHOR CLIP
Giselle        Bad Romance (Lady Gaga) (lançado em 2009 mas continuou como hit em 2010)


Aline          Lightworks (Cibelle)

                 
Dead Meat (Sean Lennon)


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em ritmo de Natal

É sempre bom lembrar que o Natal não é apenas ganhar presentes, comer panetone e rabanada e ouvir histórias das antigas daquela sua tia que vocês só encontram nessa época.
Assim, convido-os a emergir na essência do Natal: o amor ao próximo!

Pride (In The Name Of Love)
U2

One man come in the name of love
One man come and go.
One man come here to justify
One man to overthrow.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

One man caught on a barbed wire fence
One man here resist
One man washed up on an empty beach
One man betrayed with a kiss.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

Early morning, April four
Shot rings out in the Memphis sky.
Free at last, they took your life
They could not take your pride.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.

In the name of love
What more in the name of love.
In the name of love
What more in the name of love.




Ótimo Natal a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O que Augusto dos Anjos, Egon Schiele e Zélia Duncan tem em comum?

Versos Íntimos

Augusto dos Anjos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!



O Abraço, Egon Schiele,1917
 



Zélia Duncan - Intimidade


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A dois ( por Aline)

Estão vocês dois, sozinhos, beijos mais afoitos e carícias começam. De repente, ele pára e, fala que vai colocar um som. Ele sai e te deixa sozinha sentada no sofá, meio que desconcertada levantando a alça do vestido. Dúvidas começam a passar pela sua cabeça... Será que vai rolar? Será fiz algo para assustar o rapaz? Repentinamente uma música invade o ambiente, é Sade. E todas as incertezas somem e você com certeza vai fazer “love story”. O porquê de tanta certeza? Por que o rapaz usou a trilha sonora do amor. Daí a minha idéia de fazer um Top 10 músicas para momentos de intimidade entre um casal. A ordem nunca altera o produto.

1-     Sade- No Ordinary Love
2-     Sade- Smooth Operator
3-     Marvin Gaye- Sexual Healing
4-     The Platters- You’ll Never Know
5-     10cc- I’m Not in Love
6-     Scorpios- Still Loving You
7-     Air - Playground Love
8-     Chico Buarque-O Meu Amor
9-     Luis Miguel- La Barca
10- George Michael- Father Figure

Obs: Essa lista está sempre em aberto e em constante modificação, pois ela varia de casal para casal. APROVEITEM E COMPLEMENTEM A MINHA LISTA!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu quero ter não mais que 100 amigos

Claudinho 100% add Fahhh Moreninha. 100% ficou famoso na praça quando pegou Nahhhh Loirinha na décima edição do “Fecha os olhos e beija”, na quadra do Pirimba. Moreninha não gosta de Loirinha porque uma vez Loirinha pegou o ex de Moreninha na festa do BDF. Moreninha queria vingança. Depois do “Fecha os olhos e Beija”, 100% e Loirinha saíram algumas vezes, para o shopping e para uma outra praça mais escondida. Moreninha elaborou seu plano. Sabe como é, jovem, desinibida, gostosa (ela mesmo se dizia), não havia nunca sequer trocado olhares com Claudinho 100%. Chegou um dia e: “É 100% o que, colega?”. Claudinho sorriu, e: “Cem porcento o que você quiser, gatinha”. Moreninha piscou, virou o cabelo e saiu. Carlito de Nikiti, amigo de Claudinho 100% soltou um gritinho de vitória e Claudinho arriscou uns passinhos da dança do come-come, novo sucesso do Mc Xcurrega, como sinal de gostosice. Na mesma noite, Claudinho 100 % add Fahhh Moreninha. Eram íntimos.
A avidez em conhecer pessoas é para a juventude algo intrínseco. Nas redes sociais da internet “bombam” os milhares e milhares de amigos adicionados, muitos nem sequer conhecidos. A intimidade é algo fácil, ao menos entre duas telas. Sou também um jovem, há na minha lista de “amigos” pessoas com quem poucas palavras troco, gente que não vejo há anos. Eventualmente promovo uma limpeza impiedosa: “porra, por que eu tenho esse maluco nos meus amigos?”. E dá-lhe botão “remover amigo”. Não estou removendo amigo nenhum, estou excluindo esses tantos indesejáveis de minha lista, agora cada vez mais seleta.
Isso entretanto, não é o comum para nossos adolescentes. Falo dos adolescentes porque convivo com muitos em meu trabalho e vejo neles essa necessidade de popularidade, hoje acentuada pelos orkuts e facebooks da cybervida. Ter mais amigos é ter mais respeito. Quando você menos espera, há novecentas pessoas que sabem sua data de nascimento, a qual praia você foi no último fim de semana e qual é seu artista preferido. Gente íntima, que vai te desejar feliz aniversário na data que você estipular, ainda que sejam cinco datas durante o ano. Gente que vai te mandar gifs de “melhor amigo” com encaminhamento para mais 500 pessoas da lista. Me pergunto se o rei Roberto Carlos não deseja ter um perfil no orkut: ter um milhão de amigos seria fácil.
Não culpo ninguém por ter cinco perfis na internet, porém acredito que a intimidade corre sérios riscos de banalização, nesta época em que fazer um amigo é questão de dar um clique no mouse. E, por estas horas, Claudinho 100% add Fahhh Moreninha, Fahhh moreninha add Carlito de Nikiti, Carlito de Nikiti add MC Xcurrega, que add Nahhhh Loirinha, que add J. Pinto Fernandes, que recebeu gifs animados de todos, mesmo sem ter entrado na história.

Gabriel da Matta*

*(ver postagem anterior)

Novidades do ar!

Para dar uma “atualizada” nos nosso posts tivemos uma incrível idéia: trazer convidados.
A cada semana traremos convidados, blogueiros ou não, para apresentarem sua versão dos temas levantados ou dos quais querem se expressar.

Nessa semana teremos como convidado um também blogueiro: Gabriel da Matta. Além de professor de Língua Portuguesa e Literatura – formado pela UERJ - é poeta. Em 2008 teve a proeza de publicar um livro, O gato de Cheshire, pela editora Multifoco. http://estedominionaoexiste.blogspot.com

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Intimidade ( por Aline)



Intimidade

"No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade."

José Saramago

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O soldado saúda o artista! (por: An Persa)


O Pai da "Nouvelle Vague", a revolucionária onda que há meio século mudou o cinema por uma proposta crítica e comprometida, o cineasta Jean-Luc Godard completa hoje 80 anos, ligado a uma visão particular do cinema e da vida.

Para quem conhecia o cinema engajado e humanista de Mario Monicelli, parecia impossível que um dia o diretor de Os Eternos Desconhecidos, Os Companheiros e O Incrível Exército de Brancaleone fosse se matar. Da mesma forma, Jean-Luc Godard, ao surgir, virou a própria personificação da nouvelle vague. A nova onda foi uma reação aos velhos que dominavam o cinema.
Quem poderia imaginar o jovem Godard chegando à ‘melhor’ idade? Pois as duas coisas ocorreram, e na mesma semana. A semana comercial começou na segunda com Monicelli jogando-se do quinto andar do hospital em que estava internado. Chega a sexta-feira, com o aniversário de Godard, que hoje completa 80 anos.

Feliz aniversário, M. Godard! Para assinalar a data, a distribuidora Imovision coloca nas telas o novo Godard, que integrou a programação do Festival de Cannes, em maio e do Festival do Rio em outubro. Film Socialisme não é apenas o melhor Godard dos últimos tempos - a verdadeira surpresa é constatar que Godard, aos 80 anos, e Manoel de Oliveira, aos 102, que completa este mês, são os que continuam inventando o cinema de busca, o cinema autoral.

Citar (relacionando) os dois autores faz sentido porque Film Socialisme se passa durante um cruzeiro marítimo que também é uma viagem por centros formadores da cultura e do cinema universais. Não há como não se lembrar de outro cruzeiro, o que Oliveira empreendeu em Um Filme Falado. Ambos, por sinal, Godard e Oliveira, com todas as diferenças que os caracterizam, acreditam no verbo.

Godard prescinde de história, de personagens. É até meio difícil dizer do que, afinal, trata Film Socialisme. Digamos que, como todo Godard, é, acima de tudo, uma reflexão sobre o cinema.

Mas não só sobre o cinema. Godard articula três movimentos para discutir a Europa do século 21. Em Coisas Como, durante uma viagem pelo Mediterrâneo, passageiros e tripulantes conversam em suas línguas (Oliveira já havia feito isso antes). Em Nossa Liberdade, um casal de irmãos exorta os pais para que lhes expliquem o significado de palavras (temas) como liberdade, igualdade e fraternidade. Em Nossas Humanidades, o autor revisita seis lugares fundadores de mitos, falsos ou verdadeiros - Egito, Grécia, Palestina, Barcelona, Nápoles e Odessa. Como o fio condutor é tênue, cabe aos espectador articular esses movimentos, retirando deles seus significados profundos. Duas constatações se impõem, talvez três.

Virulento. O filme é fluido, não evolui por rupturas. Um Godard mais sereno, sem deixar de ser virulento, como de hábito. Termina muito bem, e essa talvez seja a constatação mais impressionante. Godard projeta o espectador - cinéfilo - numa espécie de euforia, nos 15 ou 20 minutos finais. E ele continua singularmente crítico. Quer saber o que é o capitalismo, segundo Godard? Ele diz, no seu filme socialista, mesmo que indiretamente - "O dinheiro foi inventado para que os homens não precisem se olhar nos olhos." Hollywood? "É irônico que o lugar fundado por judeus seja chamado de Meca do cinema."

Poucos meses depois que seu último filme, "Film Socialisme", chegou às telas de alguns países, o cineasta franco-suíço não se esquivou das polêmicas. Para comemorar a data, o filme estreia hoje (3 de dezembro) no Brasil.

Acusado de "antissemita" nos Estados Unidos, Godard se negou no mês passado a receber o Oscar oferecido por Hollywood pelo conjunto de sua carreira, "magoado" porque a imprensa americana reprovou sua postura "muito pró-palestina".
Chamado de pai da "Nouvelle Vague", o autor de "Acossado", considerado o filme fundador dessa corrente trangressora, abriu as portas para uma nova maneira de fazer cinema.

Um pouco da biografia ilumina o gênio.


Filho de uma família franco-suíça, perfeitamente burguesa - pai, médico, mãe pertencente a uma linhagem de banqueiros (como Walter Salles e João Moreira Salles no Brasil). Godard nasceu em Paris durante a 2ª Guerra Mundial. O jovem Godard roubava do avô materno para pagar seus pequenos vícios juvenis, informa Antoine De Baecque em sua biografia, não autorizada mas não interditada, que saiu este ano.
Foi educado na França, e embora reverenciasse a alta cultura, não era exatamente estudioso - abandonou os estudos de etnologia na Sorbonne, mas sem dúvida o curso teve alguma relevância na obra. sucesso que "Acossado" teve entre o público e a crítica em 1959, sua narrativa diferente, com constantes mudanças de direção, foram o tiro de saída para uma geração que estava ansiosa para revolucionar os modelos da época.

"O que eu queria era partir de uma história convencional e refazer, de forma diferente, todo o cinema que já havia sido feito"

François Truffaut, Éric Rohmer e Claude Chabrol moldaram a corrente para transformá-la em um fenômeno que ultrapassou fronteiras e se instalou de forma duradoura e que segue inspirando cineastas tão diferentes, como David Lynch, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Gus van Sant e Mathieu Amalric.
Jean-Michel Frodon, autor de História do Cinema francês, da Nouvelle Vague aos Nossos Dias, afirmou que nos anos 50 reinava "um extraordinário amor pelos filmes e um espírito de rebelião contra a impressão de conformismo do cinema francês".



Ainda no início da década de 1960, avaliando o fato de os jovens da nouvelle vague fazerem filmes centrados no próprio umbigo, Godard disse -

"A honestidade da nova onda consiste em só falar do que sabe, para não falar mal do que não sabe, o que poderia comprometer o que sabemos."

E em uma entrevista para Cahiers du Cinéma, ele fez sua autocrítica -"Um filme sobre operários? Adoraria fazer, mas não domino o assunto."

Muitos diretores, os chamados autores, dizem que filmam para descobrir o que não sabem. Francis Ford Coppola, na quarta-feira, em São Paulo, disse que o roteiro é sempre uma pergunta que ele tenta responder fazendo o filme. Godard não tem outras curiosidades.

Godard nunca se esquivou do papel de líder, de cabeça visível dos jovens que queriam mudar o estilo da época. No turbulento mês de maio de 1968, enquanto os estudantes marchavam nas ruas de Paris, Godard liderou o movimento que levou o protesto contra o sistema ao Festival de Cannes.
Com este festival, o diretor viveu uma história de amor e ódio. Apesar de suas seis indicações, nunca ganhou uma Palma de Ouro. Este ano, depois de anunciado seu retorno ao La Croisette para apresentar "Film Socialisme", o diretor cancelou sua participação no último minuto, vítima de um misterioso "mal grego".

"Com o Festival irei até a morte, mas não darei um passo mais" disse o cineasta em uma carta, alimentando os rumores sobre seu estado de saúde. No entanto, para alguns, não foi mais que um desprezo ao tapete vermelho, ao "glamour" que Godard sempre combateu em sua vida e em seus filmes.


Godard foi um diretor comprometido com uma certa ideia política, uma esquerda tão particular como sua obra. "A Chinesa" e "Week-end à Francesa" são exemplos de sua particular visão da luta do proletariado.
Nos anos 1970 viajou pelo mundo, seguiu brigando com o sistema, rodou filmes que se negou a estrear, como "One American Movie" e "British Sonunds", e começou a experimentar o vídeo.

Voltou-se para um cinema mais comercial nos anos 1980, onde se reencontrou com atores de renome, mas sem nunca renunciar à polêmica. E, depois de um período, retornou ao cinema experimental no final do século passado, com obras como "Elogio do Amor".

Quentin Tarantino homenageou o diretor batizando sua produtora de "Bande à Part". Tão alheio à polêmica que provoca como ao entusiasmo que gera, Godard segue na crista da "Nova Onda" que ajudou a criar.

Jean-Luc Godard, adquiriu a nacionalidade suíça aos 21 anos, afirma que decidiu instalar-se na cidade de Rolle há 30 anos com sua companheira Anne-Marie Miéville, porque é um lugar "qualquer".
De acordo com Frodon, "as pessoas de lá o deixam tranquilo".
- Ele tem seus hábitos, passeia com o cachorro, vai ao café na rua principal, compra seu jornal, seus cigarros. É alguém muito simples.

Godard finge se esconder, mas na realidade nunca parou de trabalhar e sua obra reaparece com frequência no primeiro plano do cinema mundial.

São 80 anos de vida e mais de 50 como diretor. Anarquista de direita, virou radical de esquerda. Revolucionou o cinema. Até Hollywood reconhece. Ele está sendo homenageado com um Oscar de carreira. Como iria recebê-lo numa cerimônia fechada, não na grande festa de março, não compareceu. Está certo. Não teria a mesma graça.

Além do mais, Godard é um nome grande, tem um rosto impactante como um logotipo, como o de Che Guevara. Se Che tivesse sobrevivido ele seria tão herói? Acho que não. Se Acossado tivesse ganho o Oscar, Godard seria tão transgressor? Acho que não.

Como em "Tempos de Guerra" eu diria que essa foi a saudação do soldado para o artista.



Um vício...

Se eu tenho um vício é o de comprar esmaltes! Acho que compro uma cor diferente toda vez que vou na farmácia. Tenho tantos, que muitos eu só usei uma vez e depois nunca mais!

Sempre pensava em separar algumas cores e dar para algumas amigas, e uma vez eu fiz isso. E assim que os esmaltes se foram me bateu uma vontade súbita de pintar as unhas justamente com as cores que eu havia descartado e então tive que comprar tudo de novo no mesmo dia.

Depois fiquei com uma crise existencial, pensei, "como sou egoísta!"
Mas certas escolhas não fazemos por acaso, e como museóloga penso que entre tantas coisas, eu coleciono esmaltes, e coleção e sentimento andam juntos.
Talvez essa seja só uma forma para me absolver de um egoísmo típico de filha única. Mas enquanto eu acreditar nessa desculpa, eu me desculpo!

Agora, mesmo depois que acaba a validade dos esmaltes, eu só consigo jogar fora depois de comprar outro da mesma cor e marca para por no lugar do que está vencido. Se não for assim, é só o lixeiro passar pra minha unha descascar e eu sismar de querer pintar com a cor que foi para o lixo.

Sempre ouço que tenho vários esmaltes de cores repetidas, isso porque a maioria não vê a diferença entre o Rosa romântico e o Rosa colonial. Pra mim, a diferença entre eles define que o Rosa romântico é para por nas mãos, e o Colonial é para por nos pés, assim como o rosa choque da Ludurana é bem mais choque que o rosa choque da colorama. Não dá pra viver tranqüilo, sem ter todos na coleção!

Parece fútil?
Pode ser. Mas quem não tem um lado efémero não deve ser desse mundo.
Alguns esmaltes que tenho e que me fazem feliz quando os vejo na frasqueira arrumados por marca e cor! São quase como parte da decoração do quatro!


As cores vibrantes da marca Hit são ótimas para o verão. Quem não gosta de chamar atenção, pode usar as cores para fazer detalhes bacanas nas unhas, ou aproveitar pra se permitir no ano novo ou no carnaval.

Eu particularmente adoro por esse tipo de cor em qualquer época do ano, sobretudo no pé. Não gosto muito de fazer desenhos nas unhas, não sei, apesar de achar mimosinho nas unhas dos outros me sinto cafona quando boto na minha!



A coleção tradicional da Risquê me lembra inverno, eu diria que as cores dessa coleção são mais charmosas que a da coleção penélope charmosa. Essas cores são o primeiro passo para montar uma "Femme Fatale".


As cores da marca Ana hickman são um pouco mais discretas com um toque cintilante, eu usei o azul e achei muito legal porque não é tão chamativo como o das outras marcas, o que encorajou a minha mãe (super básica) a usar! Acho que é uma boa pra quem quer ousar "pero no mucho"!






Na minha opinião a Colorama é a marca que mais tem variedades de cores e tons, o que mais gosto são os nomes um tanto poéticos das cores dessa marca. Temos o Rosa Romãntico e o Rosa colonial (que já citamos), e o Eclipse, Noite quente, Poesia, Rosa antigo, Mate Gelado, e por ai vai!!!
Só não gostei muito da linha "Unica camada" que definitivamente, precisa de duas camadas!




A coleção Candy da Fina Flor é linda!! Essa marca também lançou uma acetona que é maravilhosa, não tem cheiro ruim e não deixa a unha branca, a Drogaria RJ está fazendo um trabalho de divulgação da marca, na compra de um esmalte da Fina Flor você tem sua unha pintada por uma profissional.
Mesmo que você esteja com a unha feiosa, acredite, vai parecer que acabou de ser feita!
Eu passei pela experiência, lembro de ter ficado decepcionada porque havia entendido que iam fazer a unha, mas mesmo assim encarei pra ver no que dava, e a moça deu uma limpadinha daqui uma lixadinha dali e tchanram!!! Parecia que ela tinha feito minha unha, mas na verdade não demorou nem 10 minutos.


Da Impala, gosto das cores básicas e cremosas, são legais para o dia a dia, pra rotina de trabalho. Essa é a marca que mais dura na minha unha! E tem uns tons mais vibrantes que são muito bonitos também!






A coleção Penélope Charmosa da Risqué é a minha favorita da marca no momento! Cores vibrantes, estilo chiclete, dão um tom descontraído e bem “Garota má” carioca!! Muito apropriado para o verão.


Finalmente...

A cor que atualmente está nos meus pés e mãos:


O Rosa Choque da Ludurana. Uma marca que tem um preço muito em conta se comparada as outras, e que já dura inacreditáveis 5 dias nas minhas unhas!! Na embalagem vem escrito "secagem rápida" bom, de todas foi a única que secou rápido mesmo!!

Minhas cores favoritas da marca são essas em tom chiclete, lembram canetinhas florescentes. Na verdade nunca usei os outros tons da marca, mas em matéria de cores florescentes, a marca é a minha favorita!

Como toque final, costumo usar o pós esmaltação da Ludurana, mesmo quando pinto com outras marcas. De fato aumenta o brilho e a durabilidade do esmalte.

Mais dicas legais:
http://twitter.com/esmaltecolorama

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Esmalte na música

Os esmaltes mais do que nunca se encontram na moda: diversas cores, texturas, desenhos. Mas na música esse estilo se encontra em alta já há algum tempo... Aos bons tempos do Nando Reis e pelo saudosismo de um Barão “Bete Balanço”.

Dentro do mesmo time – Nando Reis

“Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?”




Puro êxtase – Barão Vermelho

“Esmalte vermelho
Tinta no cabelo
Os pés no salto alto
Cheios de desejo
Vontade de dançar
Até o amanhecer
Ela está suada
Pronta prá se derreter...”

domingo, 28 de novembro de 2010

VERMELHO (por Aline)

Vermelho Ivete, desejo, paixão, desejo, ardente... Vermelho da cor do meu esmalte vermelho. A Vermelho é o nome do último cd de Nina Becker lançado em 2010. Vermelho é o oposto de Azul, um albúm mais frio e também lançado em 2010. Espero que gostem de quentura e fervor... Bon appetit!


Pra Baixar!


http://http//www.4shared.com/file/-fHyOv-t/Nina_Becker_-_Vermelho.html


Linda capa do álbum.




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Persistência da Memória ( por Aline)


“ Sempre me perguntam por que os relógios são moles, e eu respondo: ‘ um relógio, seja duro ou mole, não tem a menos importância, o que importa é que assinale a hora exata.’ Nesse quadro, começa a haver sintomas de chifres de rinoceronte que se destacam, servem de alusão exata à desmaterialização constante desse elemento, e se transformam cada vez mais em um elemento místico.”

A cena é crepuscular. Com formas rochosas da costa catalã e uma oliveira sem folhas. O azul do céu e a cor de areia das rochas contrastam e criam uma sensação cenográfica. Os relógios derretidos: um está pendurado no galho da oliveira; outro está apoiado sobre um corpo amorfo; e outro desliza de uma parede rochosa, ainda há um quarto relógio duro e coberto de formigas.
Quando Gala viu a pintura, disse que ninguém poderia esquecê-la depois de tê-la visto. Verdadeiramente, os relógios moles, converteram-se em um símbolo de Dali.
É o triunfo da irracional e do delirante, porque o inconsciente e os sonhos estão fora do alcance do tempo e do espaço; é o triunfo sobre a lógica e a idéia de realidade.
O tempo não existe nem para o inconsciente nem no mundo dos sonhos, só existe na rigidez de nossa vida consciente e organizada. Porem a percepção do tempo é subjetivo: deforma-se, contrai-se, flui ou detém-se. Essa subjetividade é o expressam os relógios moles e dobrados de Dali; é o tempo surrealista. Ou, talvez a contraposição entre duro e mole adquire conotação sexual: os relógios moles seriam sinal de impotência.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pato Fu - Sobre o Tempo (por Aline)

Para assistir:



Para cantar:

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto
ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto
ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Ah-ah-ah ah-ah
Ah-ah-ah ah-ah

Pra Baixar:
http://search.4shared.com/network/search.jsp?searchmode=2&searchName=pato+fu+tempo

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sobre tempo


— Você fez uma máquina do tempo!... com um De Lorean?

Há 25 anos um adolescente e um cientista dão início a uma das viagens mais loucas de todos os tempos: Marty Mc Fly e Dr. Emmett Brown viajam de 26 de outubro de 1985 a 5 de novembro de 1955 a bordo de seu De Lorean .

Segundo ABBAGNANO podemos distinguir três concepções de tempo: 1 – tempo como ordem mensurável do movimento; 2 – tempo como movimento intuído e 3 – o tempo como estrutura de possibilidades.

À primeira concepção vincula-se o conceito científico de tempo. Já na segunda está atrelada ao conceito de consciência com o qual o tempo é identificado. A terceira concepção deriva da filosofia existencialista, apresentando algumas inovações na análise do conceito.

Dentro dessas inovações, destaque para a análise do tempo enquanto uma estrutura de possibilidades. Imbuída na teoria da relatividade desenvolvida por Einstein, esta concepção defende que se dois eventos são simultâneos segundo certo sistema de referências , mas podem não ser simultâneos segundo outro; conclui-se que o tempo não é uma ordem necessária, mas uma possibilidade de várias ordens.

No decorrer da trilogia “De volta para o futuro” Marty realiza diferentes perturbações no espaço-tempo , ao passo que a cada filme da trilogia são criado e vividos espaços “alternativos” de tempo.

Mas será possível voltar atrás no tempo?


“Sim, podemos. [...] Leva, aproximadamente, sete minutos para que a luz do sol chegue aos nossos olhos. [...] Isto significa que estamos vendo o sol da maneira que ele estava há sete minutos e não como ele está no momento em que o observamos. [...] Sempre que você levantar os olhos para o céu, à noite, mesmo sem telescópio, você estará olhando de volta no tempo. [...] Olhando para diversas estrelas você estará observando várias épocas do passado. Na nossa própria galáxia [...] a luz levou centena de milhares de anos para atravessá-la. Se houver outras criaturas em outros planetas que estejam nos olhando neste exato momento o que estarão vendo? Se os telescópios forem possantes, eles poderão estar observando um contador de histórias falando sobre a dança de Gaia em um antigo povoado grego!” (SAHTOURIS, Elisabet. Gaia: do caos ao cosmos. São Paulo. Editora Interação. 1991. p. 33-34)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cannes trailer: 'Film Socialism' (por: An Persa)


Film Socialism, é o novo filme do diretor francês Jean-Luc Godard, estreia nos cinemas brasileiros no dia 3 de dezembro, dia do aniversário de 80 anos do diretor. Estrelado por Patti Smith, Élisabeth Vitali e Christian Sinniger, Film Socialism foi um dos destaques da mostra Un Certain Regard, a segunda mais importante do Festival de Cannes.

Na ocasião, Godard disponibilizou seu filme para ser assistido na internet entre os dias 17 e 19 de maio, justamente entre a exibição em Cannes e a data de estréia nos cinemas franceses. Foi possível assistir ao filme no site http://www.filmotv.fr/, sem a possibilidade de efetuar o download, e pelo custo de 7 euros aos interessados.

Godard queria que seu filme fosse disponibilizado somente na Internet, mas os produtores exigiram o lançamento também nas salas de cinema. Irreverente, como é do seu feitio, ele mesmo preparou uma versão condensada para o Youtube.



Ai estão algumas cenas do novo filme de Godard. O que posso dizer? Bem godariano! (rs)

Mas ficou clara a citação aos diretores Chapiln e Eisenstein, este último é "a face" do assunto do filme, além das citações aos trabalhos anteriores da carreira de Godard.

Me arrisco a nomear Nossa música e Paixão, como filmes citados, não pela temática, já que o Nossa música é o que mais se aproxima de Socialism, mas sim pela estética de certas cenas onde as cores são distorcidas ao ponto das cenas parecerem uma pintura impressionista, e pelo fato dos filmes (exceto Paixão) serem divididos em 3 partes.

É possível perceber que dos anos 80 pra cá, entre algumas obras primas, o Godard produziu ainda filmes que revisitaram suas produções dos anos 60 e 70, ambientadas é claro para a época vivida.
Isso é fato, e acho que já pelo título desse novo filme, podemos entender à que época de sua carreira Godard se refere.

O Trailer do filme é outro ponto interessante do próprio filme, infelizmente não estou conseguindo postar então mando o link http://www.youtube.com/watch?v=nKeGpvrjEcQ
onde podemos ver mais uma vez, o diretor transgredir o cinema pelo próprio mecanismo do cinema!!

Bom, já estou contando os dias pra ver a estréia de Film Socialism, e seria bem legal que isso fosse na maratona do Odeon, já que a próxima edição da maratona acontecerá justamente no dia 3 de dezembro, dia da estréia do filme, e considerando que a programação da maratona sempre conta com uma estréia, um filme surpresa e mais um filme, acredito mesmo que Film Socialism tenha sua estréia na próxima Maratona do Cine Odeon.
Ps:. Na época eu soube que o filme foi uma das atrações do festival do Rio desse ano. Mas na mostra Godard80 da Caixa cultural do RJ em janeiro deste ano, já estava claro que a estréia brasileira de Socialism, seria no dia do aniversário de 80 anos do mestre, e eu preferi comemorar a data assistindo ao filme

Ps2:. Ainda tenho esperança que o CCBB faça com Godard o mesmo que fez com o Woody Allen em novembro de 2009!!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O meu não-objeto do cinema (por An Persa)


O conceito do não-objeto, ao contrário do que o nome sugere, não está se referindo a um antiobjeto ou qualquer coisa oposta aos objetos materiais. O não-objeto é de fato um objeto especial, que representa a síntese de experiencias sensoriais e mentais, e através do qual é possível vivenciar tais experiencias.
Nas artes plásticas o não-objeto, resumidamente, é a obra que problematiza as categorias artísticas tradicionais, desse modo, um não-objeto não pode ser classificado como pintura ou escultura, nem como um meio termo entre os dois.
Um exemplo de não objeto são os bichos da Lygia Clark, que não possuem avesso, precisam da participação do público e não se encaixam na definição de pintura ou escultura.

Bom, com na definição de não objeto em mente eu pensei em Zelig, um filme do Woody Allen que, ao meu ver, problematiza as categorias tradicionais do cinema, ou algumas delas, o que é um filme?? o que é um documentário?? o que é Zelig??

Os “caras de cinema” dizem que Zelig é um mocumentario, ou filme moc (documentário de mentira), eu digo que é somente um não objeto, isso porque vai além do moc “Um assaltante bem trapalhão”(Woody Allen). Zelig é um filme moc, mas que nos apresenta “resquícios” de realidade, WA usa imagens de arquivo pra nos convencer de alguma maneira que Zelig existiu.

Pensando em 3D, visualizo Zelig de volta as salas de cinema, agora em 3D, seria tanger o limite do não objeto cinematográfico com o ideal godariano de cinema, o cinema zero! (mas essa já é outra história)
Ps:. a trilha de Zelig também é um caso a parte!






Lembro de ter assistido a esse filme nos anos noventa, eu devia ter uns 9 anos, devia ser final de semana, porque eu estava dormindo no sofá da sala, tinha ficado vendo TV com meu pai até tarde, acordei no meio da noite com os risos dele, que estava assistindo a Zelig, eu comecei a ver meio sonolenta e entrei na onda do filme, eu realmente acreditei que o cara existia!
Lembro que perguntei ao meu pai, se poderia existir uma pessoa assim, que muda fisicamente, conforme o ambiente em que se encontra, como um camaleão.
Meu pai, claro, sabia que isso não era possível, mas ele mesmo teve dificuldade de me explicar o filme, lembro dele ter me explicado dizendo “isso é um documentário de mentira” mas lembro de ter pensado, "mas as imagens em preto e branco, as imagens antigas??"
É claro que eu era só uma criança, e acreditava em papai noel, mas até hoje penso nesse filme como um dos melhores já feitos! E sei que muito do que Zelig transmite, está além da história inusitada e da interpretação hilária do WA, e da sensível Mia Farrow... o filme transgride não só porque conta uma história usando os recursos usados pelos documentários, mas também porque usa as “sedutoras” imagens de arquivo.
Hoje, no Rio de Janeiro, acontece todo ano o RECINE, promovido pelo Arquivo Nacional, além de mostrar filmes, oferece cursos de cinema incentivando a utilização de documentos de arquivos. Nos filmes esses documentos ganham vida, ou nova vida.

Não poderia terminar sem mencionar o nome Arthur Omar, e o curta “O Inspetor”que pra mim é mais um exemplo de não objeto cinematográfico nos moldes de Zelig, com a diferença que este é de fato um documentário, mas que aos 23 anos tive a oportunidade de “pagar o mico” e perguntar ao próprio Omar (em oportunidade no Cine Odeon) se o que eu havia acabado de assistir era um moc. Eu só acredito porque Omar me falou. Sim o inspetor existiu!
PS:. Tentei encontrar alvideo relacionado ao curta, mas como eu disse, foi oportunidade única mesmo, já que segundo o próprio Arthur, nem ele pode ter acesso aos próprios filmes que estão sob custódio da cinemateca do MAM do RJ.

Citações (por An Persa)


"A grandeza consiste em tentar ser grande. Não há outro meio" disse uma vez Camus.

Ao ler isso imediatamente me lembrei de um dos diálogos de Acossado, quando a personagem Patricia, pergunta ao romancista que está entrevistando: "qual seu maior objetivo na vida?"
e instantaneamente ele responde: "tornar-me imortal e então morrer".

Só de ler a frase de Camus seguida da frase de Godard, sinto que as idéias das duas estão em uma “harmonia orgânica” entre si.
Fazendo isso, lendo uma frase seguida da outra, fui impulsionada a procurar página a página do livro “Albert Camus: notas e estudo crítico” de Roberto Leite até encontrar a seguinte citação:

"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado"

Acho que agora sim, pude explicar a relação orgânica e harmônica entre as idéias!
Falamos então na tentativa de ser grande, no objetivo maior, que demanda uma vida toda, o objetivo de ser imortal. Resumidamente falo nessa liquidez do grande significado da vida, que eu inconscientemente - porém não sei se devidamente - entendo também como objetivos grandes.

No fim das contas, o que estou tentando dizer é que ao ler as duas primeiras citações eu pensei:
que a felicidade ou a grandeza é algo injusto, que só podemos tentar obter, e que estamos fadados a morte, morreremos tentando e mesmo se for possível conseguir, atingir, o que vem depois?
O fim absoluto.

A última citação me lembra então, que o processo é que valida tudo, é o que chamamos, por hora, de vida. Talvez esse processo seja então o grande significado e objetivo.
Lendo a palavra processo, Lembro de "O Processo" do Kafka, sei que tenho esse em algum lugar no meio dessa bagunça total. Primeiro passo: procurar...

Até lá passo o trailer de À bout de souffle (Acossado) achei legal, porque ler Camus me deixa um tanto apática e o trailer dá essa sensação, além de ser um referente ao "não objeto" do cinema, se esse conceito existisse também no cinema seria aplicado ao Acossado, embora agora eu tenha me lembrado de Zelig do Woody Allen, acho que esse sim é de fato um não objeto do cinema.
Massss lá vai!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

No tempo ( por Aline)

No tempo, os sonhos eram
Leves e breves
Fugazes como asas,
Flores ou nuvens multicores.
Sonhos soltos.

E vieram, no tempo, as sombras
Extensas, intensas, imensas,
Ondas estáveis, estendidas,
Envolventes como serpentes.
Sombras sádicas.

E chegou a solidão, no tempo.
Única. Impar. Primeira.
Como a palmeira alta.
A estrela ainda mais alta.
Solidão sidérea.

E em todo tempo, antes, depois.
No principio e no fim.
Grave, solene, majestoso
Como uma catedral vazia
Silêncio sempre.

4 esses, a vida resumida:
Sonhos, sombras, solidão e silêncio.

domingo, 7 de novembro de 2010

Achei sexy o olhar do vídeo! (por An persa)





"No final do ano de 1888, Van Gogh cortou a orelha direita. Alguns biógrafos da vida do artista afirmam que o ato foi uma espécie de vingança contra sua amante Virginie, depois que Van Gogh descobriu que ela estava apaixonada pelo artista Paul Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado a orelha ensanguentada, dentro de um envelope, para a amante."

(história muito parecida com a da entidade Obá, se não me engano, que para fazer Xangô se apaixonar por ela cortou a orelha e, literalmente, a serviu no jantar!)



Dica

http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?lang=en

Está em ingles, mas vale a pena tentar dar um vizum no site do museu Van Gogh!

Lá pode ser encontrado a história do museu, suas exposições, os projetos educativos oferecidos, além de dar uma olhada no material que está à venda, o DVD Vincent van Gogh; A life devoted to art, o material não tem legenda em português, mas tem em espanhol, o que já é um adianto!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mesmo cafona é "Bom" Jovi!! - I'll Be There For You (por An Persa)





I'll be there for you

I guess this time you're really leavin'
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
You say true love is suicide
You say you've cried a thousand rivers
And now you're swimming for the shore
You left me drowning in my tears
And you won't save me anymore
I'll pray to God to give me one more chance, girl

I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
I'd steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you

I know you know we've had some good times
Now they have their own hiding place
But I can promise you tomorrow
But I can't buy back yesterday
And Baby you know my hands are dirty
But I wanted to be your valentine
I'll be the water when you get thirsty, baby
When you get drunk, I'll be the wine

And I wasn't there when you were happy
I wasn't there when you were down
I didn't mean to miss your birthday, baby
I wish I'd seen you blow those candles out


Olhando de perto é cafoninha, mas é bom, muito Bon Jovi, da época em que ele ainda não precisava de por botox! Fora que o amor é cafona por natureza, mas escutar coisas como essa "um perfeito curso de ingles para principiantes" deixa qualquer um apaixonado, sobretudo se a capa for boa, como de fato é!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Última Inspiração

Eu sempre fui feliz
Vivendo só, sem ter ninguém
Mas o destino quis
roubar-me a paz de um sonhador
E pos no sonho meu,
um olhar de ternura
E esse mesmo sonho,
roubou minha ventura
Sonhei com este alguém,
noites e noites
sem cessar
Por fim alucinado fui pelo mundo a procurar
Aquele olhar tristonho da cor do luar
Mas tudo foi um sonho,
não pude encontrar
Mas na espinhosa estrada dessa vida
sem querer um dia
Encontrei com esse alguém
que tanto eu queria
Este alguém que mesmo em sonho
eu amei com tanto ardor
Não compreendeu a minha dor
Fui inspirado então na solidão
de quem amava tanto
e fiz essa triste valsa
triste como um canto
Que me mata de aflição,
Bem sei que esta valsa
Será a minha ultima inspiração

Jesse

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conversa...( por Aline)

Saudade, eu já mandei você embora...
Você ainda está ai? Que teimosia
Quantas vezes deseja que lhe diga
Que o amor, seu incerto companheiro,
Não mora mais aqui? Não me acredita?
Acaso pensará que vai voltar?
Não volta mais!Não volta não, saudade.
Você já demonstrou ser minha amiga,
Ficando aqui tanto tempo.

Saudade, eu já mandei você embora!
Não há mais o que fazer. Depois, você
Vive só recordando, e pra quê?
O falso, o enganoso, o desleal...
Saudade doida!
Você não toma jeito?
Tenho receio ate de estar aqui
Sozinha com você. Sem juízo!

Mas o que está me dizendo aí baixinho?
Que hoje é tarde demais para ir-se embora
E que tem pena de deixar-me agora?
Saudade, não farei você chorar...
Fique por hoje só. E não me importuna!
E amanhã? Pode ser... Fique também
Vá ficando... Afinal, você é minha amiga.
E, na verdade, não tenho mais ninguém.
Vamos recomeçar as confidências...
Como é mesmo que a história se inicia?


* Inspirado na Musica de Paulinho da Viola,"Vai dizer ao vento."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Se beber Não Case " ( por Aline)...

...que bebeu tanto que esqueceu o que ia escrever, mas lembrou que ia colocar o trailer da melhor comédia de 2009.


sábado, 9 de outubro de 2010

Já que tem bebida, precisamos de Lei seca



Scarface: A vergonha de uma nação (Por An Persa)



O Roteiro é de Bem Hercht, um jornalista, que se inspirou em Al Capone para retratar a Chicago da época da lei seca, reconstruindo o episódio do Dia de São Valentim e o assassinato de Jim Colosimo.

Vemos uma amoralidade geral, com uma policia corrompida e violenta e jornalistas sensacionalistas. Tudo contrasta com Tony Camonte, ou Scarface, o protagonista de perfil Capone, que segue uma busca gananciosa por dinheiro e poder, sendo, apesar disso, sincero.

No filme, tudo corre bem para Camonte, enquanto este leva a sua ânsia por matar como um negócio que trará poder. Mas ao deixar as emoções aflorarem, é condenado. Com essa virada na trama, Camonte se descontrola com seu violento ciume frente ao caso de sua irmã com seu melhor amigo. O que tal ciume indica? Um sentimento incestuoso pela irmã? Ou uma relação homossexual (reprimida) com o amigo?

O diretor, Howard Hawks dá enfase a derrota de Tony Camonte com simbolismos sofisticadamente cinematográficos, sobretudo, pela iluminação nas cenas. Inicialmente, nos primeiros assassinatos, o gangster aparece iluminado como um grande demônio, um “Nosferatu”. Por fim, os últimos confrontos, Tony é refém de sombras e símbolos como a cruz que marca sua morte. Em seu momento final, Tony está na sarjeta, morto, próximo a um anuncio de jornal onde ironicamente lê-se, “o mundo é seu”.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A bebedora de absinto de Picasso (por Aline)


Qualificada pelos especialistas como obra de transição para o período azul, esta tela aborda o tema da solidão. Ela integra uma série na qual o pintor mostra a figura de mulheres sós e em poses de recolhimento, acompanhadas tão somente por um copo ou de um cigarro.
A solidão feminina no interior de um café já havia sido tratada anteriormente por Degas (adorado) e Toulouse-Lautrec,artistas em quem Picasso se espelhava naquela época. O pintor espanhol, porém deu a suas telas um sentido de asfixia e opressão ausentes nos precedentes franceses.
A postura da modelo também contribui para sensação de isolamento. Recolhida em si mesma, solitária, pensativa, abstraída, com a cabeça afundada entre os ombros, dominada pelo frio azul do vestido e fechado em sua parte inferior por um braço grotescamente deformado.
Parece engaiolada no asfixiante ambiente do café, representado pela cor vermelha nas paredes e pelo espelho, onde o reflexo de elementos não identificáveis aumenta a sensação de alienação e isolamento da personagem.
As longas mãos, típica dos lânguidos personagens do período azul, parecem garras que aprisionam o corpo e a cabeça. A luz reflete um rosto anguloso, inexpressivo e de feições duras que, apesar dos traços simples das sobrancelhas, dos olhos, do nariz e da boca, transmite desesperança, resignação e cinismo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Caipirinha de Morango (por Aline)

Uma receitinha com a minha fruta favorita...


Ingredientes
-5 morangos
-1 dose de vodka
-1 colher de açúcar
-Gelo





1-Bater dois morangos com um pouco de vodka no liquidificador
2-Depois, cortar o restante dos morangos em pedacinhos pequenos
3-Em um copo, misturar os morangos cortados com o suco que foi batido
4-Acrescentar o açúcar e a vodka

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Para embalar a embriaguez ( por Aline)

Adoro listas e para contemplar o tema dessa semana resolvi fazer uma lista com 15 músicas que homenageiam a deliciosa, a popular, a amada: BIRITA!!!!!

1-Rock Rocket- Por Um Rock And Roll Mais Alcoólatra e Inconseqüente
2-Elizabeth Cardoso- Eu Bebo Sim
3-Adoniran Barbosa- Mulher, Patrão e Cachaça
4-Balança Neném- Depois da Meia Noite
5-Chico Buarque- Deus lhe Pague
6-Vanguart- Cachaça
7- Zeca Pagodinho- Maneiras
8- Skank- Saideira
9- Paulinho da Viola- Bebadosamba
10- Lulina- Meu Príncipe
11- Latuya- Cerveja
12- Charme Chulo- Amor de Boteco
13- Ira- Bebendo Vinho
14- Conjunto Roque Moreira- Cachaça
15- Caetano Veloso- Chuva, Suor e Cerveja

*A ordem dos fatores/autores não altera o produto.

domingo, 3 de outubro de 2010

Gelatina de Caipirinha



Ingredientes
1 envelope de gelatina em pó sem sabor (12 g)
1 lata de leite condensado
2 colheres (sopa) de suco de limão
5 colheres (sopa) de pinga
1 colher (sopa) de raspas da casca de limão

Modo de Preparo
Dissolva a gelatina em seis colheres (sopa) de água fria, em banho-maria. Em uma panela, misture o leite condensado com o suco de limão, a pinga, a gelatina dissolvida e cozinhe ainda em banho-maria por cerca de 20 minutos, sem mexer. Despeje em um recipiente refratário (20 x 30 cm) molhado e leve à geladeira por cerca de 4 horas ou até ficar firme. Retire da geladeira, corte em quadrados e espere ficar em temperatura ambiente. No momento de servir, passe pelas raspas de limão.

Rendimento: 20 porções
Tempo de Preparo: 25 min.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pensamentos e anseios de um guru

"Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, algum dia seja capaz de passar sem paraísos artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uam vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobre e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda por uns breves momentos, estão e tem estado sempre entre os principais apetites da alma."
Aldous Huxley

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Grito (por Aline)


Vemos ao fundo da pintura um céu de (cores quentes), em oposição ao rio em azul (cor fria) que sobe acima do horizonte, característica do expressionismo (onde o que interessa para o artista é a expressão de suas ideias e não um retrato da realidade). Vemos que a figura humana também está em cores frias, azul, como a cor da angústia e da dor, sem cabelo para demonstrar um estado de saúde precário.
Os elementos descritos estão tortos, como se reproduzindo o grito dado pela figura, como se entortando com o berro, algo que reproduza as ondas sonoras. Quase tudo está torto, menos a ponte e as duas figuras que estão no canto esquerdo. Tudo que se abalou com o grito e com a cena presenciada está torto, quem não se abalou (as pessoas) e a ponte, que é de concreto e não é "natural" como os outros elementos, continua reto.
A dor do grito está presente não só no personagem, mas também no fundo, o que destaca que a vida para quem sofre não é como as outras pessoas a enxergam, é dolorosa também, a paisagem fica dolorosa e talvez por essa característica do quadro é que nos identificamos tanto com ele e podemos sentir a dor e o grito dado pelo personagem. Nos introjetamos no quadro e passamos a ver o mundo torto, disforme e isso nos afeta diretamente e participamos quase interativamente da obra.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CRUZ E SOUSA (por Aline)

Tédio

Vala comum de corpos que apodrecem,
Esverdeada gangrena
Cobrindo vastidões que fosforescem
Sobre a esfera terrena.

Bocejo torvo de desejos turvos,
Languescente bocejo
De velhos diabos de chavelhos curvos
Rugindo de desejo.

Sangue coalhado, congelado, frio,
Espasmado nas veias...
Pesadelo sinistro de algum rio
De sinistras sereias...

Alma sem rumo, a modorrar de sono,
Mole, túrbida, lassa...
Monotonias lúbricas de um mono
Dançando numa praça...

Mudas epilepsias, mudas, mudas,
Mudas epilepsias,
Masturbações mentais, fundas, agudas,
Negras nevrostenias.

Flores sangrentas do soturno vício
Que as almas queima e morde...
Música estranha de fetal suplício,
Vago, mórbido acorde...

Noite cerrada para o Pensamento
Nebuloso degredo
Onde em cavo clangor surdo do vento
Rouco pragueja o medo.

Plaga vencida por tremendas pragas,
Devorada por pestes,
Esboroada pelas rubras chagas
Dos incêndios celestes.

Sabor de sangue, Lágrimas e terra
Revolvida de fresco,
Guerra sombria dos sentidos, guerra,
Tantalismo dantesco.

Silêncio carregado e fundo e denso
Como um poço secreto,
Dobre pesado, carrilhão imenso
Do segredo inquieto...

Florescência do Mal, hediondo parto
Tenebroso do crime,
Pandemonium feral de ventre farto
Do Nirvana sublime.

Delírio contorcido, convulsivo
De felinas serpentes,
No silamento e no mover lascivo
Das caudas e dos dentes.

Porco lúgubre, lúbrico, trevoso
Do tábido pecado,
Fuçando colossal, formidoloso
Nos lodos do passado.

Ritmos de forças e de graças mortas,
Melancólico exílio,
Difusão de um mistério que abre portas
Para um secreto idílio...

Ócio das almas ou requinte delas,
Quint'essências, velhices
De luas de nevroses amarelas,
Venenosas meiguices.

Insônia morna e doente dos Espaços,
Letargia funérea,
Vermes, abutres a correr pedaços
Da carne deletéria.

Um misto de saudade e de tortura,
De lama, de Ódio e de asco,
Carnaval infernal da Sepultura,
Risada do carrasco.

Ó tédio amargo, ó tédio dos suspiros,
Ó tédio d'ansiedades!
Quanta vez eu não subo nos teus giros
Fundas eternidades!

Quanta vez envolvido do teu luto
Nos sudários profundos
Eu, calado, a tremer, ao longe, escuto
Desmoronarem mundos!

Os teus soluços, todo o grande pranto,
Taciturnos gemidos,
Fazem gerar flores de amargo encanto
Nos corações doridos.

Tédio! que pões nas almas olvidadas
Ondulações de abismo
E sombras vesgas, lívidas, paradas,
No mais feroz mutismo!

Tédio do Réquiem do Universo inteiro,
Morbus negro, nefando,
Sentimento fatal e derradeiro
Das estrelas gelando...

O Tédio! Rei da Morte! Rei boêmio!
Ó Fantasma enfadonho!
És o sol negro, o criador, o gêmeo,
Velho irmão do meu sonho!

domingo, 26 de setembro de 2010

Uma letra, melhor que a música (por Aline)

Tédio
Biquini Cavadão
Composição: Sheik / Miguel / Álvaro / Bruno

Alô!Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...
(Refrão)
Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Prá livrar-me desse tédio...
Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...
(Refrão)
Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...
(Refrão)
Tédio!
Não tenho um programa
Tédio!
Esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia eu fico cego
Me atiro deste prédio...

Pra quem quiser curtir a música:
http://www.4shared.com/audio/ilzgsCle/Tdio_-_BIQUINI_CAVADO.htm

sábado, 25 de setembro de 2010

"Estranhos no paraíso" do Tédio (por An Persa)

"Estranhos no Paraíso": quando eu assisti esse filme, que apesar de ser em P&B, foi produzido em 1984, me senti diante de uma grande obra filosófica. Depois descobri o motivo. O filme de Jim Jarmusch seria, "uma tradução cinematográfica minimalista de uma das obras capitais do existencialismo francê, O Estrangeiro, de Camus"*

A curiosidade não conseguiu matar a gata, que rápidamente foi em busca do que viria a ser um dos mais fieis amigos seus Camus... Um Deus tão grande!
Passei a assistir a esse filme com olhar totalmente "dirigido", onde, na primeira parte experimentamos junto com Eva o sabor de um mundo novo, os EUA, lugar para o qual a personagem húngara, passa a morar na casa de um primo, desocupado, que há tempos já estava estabelicido em Nova York. Os personagens dão início a uma nova vida, onde devem lidar com as estranhezas que lhes são causadas. Não se dando muito bem, e envenenados pelo tédio, os primos partem para visitar uma tia em Clevelend, com quem Eva passa a morar.
Na segunda parte, os personagens, um ano mais velhos, jogam pôquer entre amigos, quando são pegos tentando trapacear iniciam uma fuga, com direito a roubo de carro em diração ao velho oeste, resgate de moçinha e tudo mais. Na última parte, chegamos ao paraíso... quando os três personagens partem em uma aventura, imprevisível, que os levam à Florida.
Temos um perfeito "road-movie às avessas"*, com personagens entediados, incapazes de serem transformados pelas experiencias vividas, perfis que se deixam levar pelas circunstâncias, tendo em si apenas a indiferença.